Semeando Esperança


26/12/2012 – Uma faísca de compreensão (relato pessoal)
26/12/2012, 10:28 pm
Filed under: Semanal

Como vocês devem saber, o intuito principal deste site é o de compartilhar reflexões sobre a simplicidade do cristianismo sendo aplicada no dia a dia. Vez ou outra, acabo compartilhando alguma experiência pessoal. Desta vez, resolvi relatar algo que ocorreu comigo na madrugada do dia 24 para o dia 25, enquanto voltava do interior de carro.

Quem me conhece, sabe que eu não sou um cara que tem muita “ligação” com hinos diferentes. Eu gosto de louvores, mas não sou daqueles que decoram todas as letras ou acompanham algum grupo ou artista. Basicamente, sei os hinos que cantam na igreja, pra falar a verdade.

Mas dentre todos os hinos que já ouvi nessa minha jornada de 27 anos de cristianismo, 3 são os que eu não conseguia ouvir sem me emocionar. São eles:

1) Divino companheiro (Aquela bem antiga, que no refrão se canta: “fica, Senhor, já se faz tarde. Tens meu coração para pousar. Faz em mim morada permanente. Fica, Senhor. Fica, Senhor, meu salvador” 

2) Eu não me esqueci de ti (Aquela que o refrão é: mas ainda que demore ou mesmo que pareça, Um dia prometi voltar e pronto estou a cumprir. Mas ainda que demore ou mesmo que pareça. Eu não me esqueci de ti, virei outra vez) 

3) Quando Jesus estendeu a sua mão (Aquela que começa assim: A minha alma estava longe do caminho do céu. Eu era pobre, desprezível pecador. Mas Jesus já transformou minhas trevas em luz. Quando Ele estendeu a sua mão para mim).

Conhece estes hinos? Eu coloquei os links para quem quiser ouvir no youtube. O fato é que ouvindo estes hinos, eu sempre me emocionava e chorava.

Então, voltando ao relato. Nas última semanas, entrei em um novo propósito de oração – inclusive, este é um dos motivos que me fizeram não escrever aqui. Na semana passada, eu fui ouvir aquele hino “How He loves us” do Jesus Culture (que tem uma versão do Diante do Trono) e senti muito a presença de Deus. Tem uma parte do hino que a letra diz assim: “você é como se fosse um furacão e eu sou uma árvore que se dobra no peso da sua misericórdia”. Uma outra parte é assim: “eu não tenho tempo para me segurar nesses arrependimentos quando eu penso na forma como Ele me ama”
Não sei muito bem como é na versão em português.

Como tinha falado no começo do texto, eu estava voltando pra casa de madrugada. Comecei a orar e depois de quase uma hora, eu quis cantar este hino. Coloquei no ipod, ouvi, louvei e me emocionei muito. Aí eu lembrei dos outros hinos e falei assim pra Deus: “É Deus, acho que agora posso adicionar este hino à lista dos hinos que eu não consigo ouvir/cantar sem chorar”. Aí senti o Espírito de Deus falando assim – “mas agora você pode ouvir/cantar os outros três sem chorar porque vc já entendeu”. Eu fiquei com essa dúvida na cabeça: ENTENDI O QUE? Para testar a mensagem, eu cantei os outros hinos e apesar de achar a mensagem muito bonita, eu não me emocionei! Mas enquanto cantava as letras, eu percebi mesmo oq Deus queria me falar.

Eu sempre chorava naqueles três hinos porque era assim que eu me sentia: como um “pobre e desprezível pecador”, como alguém que estava de certa forma sempre “distante do caminho do céu”. Alguém que precisava “implorar” para Jesus “pousar” no meu coração toda vez que Ele aparecia, como se fosse um convidado distinto e não um amigo morador. Que eu precisava ouvir sempre a repetição da parte do hino que falava que Ele não se esqueceu de mim porque era este o meu maior medo. De ser tão errado e pecador que o dia chegaria em que Ele resolvesse desistir de mim e me esquecesse.

Mas algo mudou nestas semanas. Eu já tinha noção de como é aceitar o amor de Deus pois é algo que sempre vem sido mencionado nos propósitos de oração e nas reflexões: aceitar ser filho, aceitar o amor do Pai e assim por diante. Mas ao ouvir esse hino do Jesus Culture, foi como se o Espírito Santo tivesse gravado no fundo da minha alma a dimensão desse amor. Na presença do amor de Deus, a gente chora, tem vontade de gritar e correr, começa a rir  e não consegue se controlar de forma alguma – é como se a nossa alma tivesse se esforçando para se expandir ao máximo para conter ou compreender o amor de Deus, mas ela não consegue. E, por não conseguir, ela começa a se debater dentro de nós, para avisar o nosso corpo, a nossa mente, de que estamos na presença de algo que EXIGE a nossa total atenção – corpo, alma e espírito. É essa dimensão de amor que gera em nós a certeza que é maior que toda a culpa, maior que toda a dúvida e maior que toda a preocupação.

Eu não preciso mais chorar quando ouço que Ele não se esqueceu de mim, porque sei (além da razão) que Ele NUNCA vai se esquecer – não tem como Ele amar dessa forma e abandonar.
Eu não preciso mais chorar quando ouço a petição para que Ele faça “morada permanente” no coração, porque eu sei que não há lugar no UNIVERSO que Ele prefira estar do que no nosso coração.
Eu não preciso mais chorar quando ouço que eu era um “pobre e desprezível pecador” esperando “Jesus estender a mão”, porque sei que ao ser acolhido nos braços de amor do Pai, eu sou FILHO – é assim que Ele me vê.

Agora eu choro quando ouço a frase “How He loves us” não porque é uma frase bonita – mas é porque eu entendo (e sinto) apenas uma porcentagem ínfima deste amor e foi o bastante para transformar a minha vida.

A minha oração é que cada um de vocês que leu este texto até aqui possa ser tocado e que também tenham esta compreensão da dimensão do amor de Deus. Não há mais nada que precisa ser dito.


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