Semeando Esperança


19/11/2012 – O gigante, o exército e o mar
19/11/2012, 7:06 pm
Filed under: Semanal

Quando era criança, eu tinha medo de cachorro. Tinha o cachorro de um vizinho que era do tamanho de um cavalo (ou pelo menos era assim que parecia à época), extremamente bravo e parecia que tinha algo contra mim – bastava eu chegar por perto que ele começava a latir como doido. Mas um dia eu aprendi que se passasse sem olhar pra ele, o cachorro nem se mexia. A solução já estava em mim.

Quando era criança, eu tinha medo de ser esquecido no supermercado. Um dia, ela me explicou que se eu me perdesse, era só seguir até um caixa e até o final tinha uma mulher com um microfone que a chamaria – inclusive, lembro te der feito isso uma vez. Assim, perdi o medo.

Quando era criança, tinha medo de que minha mãe ia sair de casa e nunca mais voltar. Principalmente depois de eu fazer alguma bagunça ou brigar com a minha irmã. Mas o tempo foi passando e ela sempre voltou – mesmo da vez em que eu vi o episódio do Chaves em que todo mundo viaja e o deixa sozinho, e eu tive certeza que também ficaria sozinho, depois de um tempo, ela voltou.

Agora talvez você esteja perguntando: por que você está compartilhando as suas histórias da infância, podendo até beirar o ridículo? A minha resposta é: Compartilhei estas histórias para mostrar que o medo que nos temos está ligado não ao tamanho da ameaça, mas à nossa falta de conhecimento.

Enquanto eu não sabia da técnica pra escapar dos latidos, da mulher que anunciava a voz no mercado ou que eu não precisava ter medo de ser largado, estes eram os maiores medos da minha vida. Na minha percepção, eram barreiras intransponíveis, medos invencíveis. Talvez você que está lendo este texto hoje também esteja pensando: “É que você não sabe qual o problema que eu estou enfrentando. Se você soubesse, não compararia com situações de criança. Comparar os nossos problemas de “gente grande” com estes momentos de criança é algo sem sentido e absurdo.” Mas, será que é totalmente sem sentido mesmo?

Talvez, um israelita do exército quando afrontado pelos filisteus e pelo gigante Golias também pensasse isso. “Quem dera a resposta para esse problema fosse tão simples como era pros meus problemas de criança.”

Mas Deus levantou Davi, um moleque na sua adolescência que, sem armadura, espada, carro ou cavalo, foi para a batalha. Com uma pedra tirada do rio, aquele menino resolveu o problema de Israel.

Da mesma forma, talvez o povo de Israel quando viu o muro de Jericó, instransponível, pensou algo desta forma: “Quem dera resolver esse problema fosse simples como era fugir de um cachorro quando criança.” Mas quando Deus ordenou que o povo caminhasse ao redor da muralha e gritasse, a muralha veio ao chão. Apenas com a voz do povo, o muro caiu por terra.

Quem sabe quando o povo de Israel deu de cara com o mar vermelho de um lado e, do outro, o exército do faraó vindo para matá-los, com fúria, cavalos e armas, alguém do povo possa ter dito: “Ah, quem dera sair dessa situação fosse fácil como escapar de uma bronca da minha mãe?” Mas Deus respondeu a oração de Moisés dizendo que bastava ele colocar o cajado nas águas, que o caminho se abriria – e assim o mar se abriu e o povo foi liberto.

Posso afirmar que todos nós temos uma situação que faz com que pareçamos “pequenos e fracos como crianças”. Eu não sei qual é o seu “gigante”, a sua “muralha” ou o “mar” que está à sua frente. Mas desta reflexão quero que tenhamos duas certezas:

1) Da mesma forma como Deus usou uma pedra para derrubar um gigante, um grito para derrubar uma muralha e um cajado para abrir um mar, Deus usa algo simples e que você já tem para resolver o seu problema;

2) Mesmo que a situação pareça irreversível, mesmo que a muralha pareça intransponível, para Deus não há nada impossível (Lucas 1:37). Na verdade, para Deus não há nada que chegue a ser difícil (Gênesis 18:14). Este Deus que estende a sua mão direita para nossas vidas e diz que não precisamos ter medo, que Ele nos sustenta, nos guia e nos fortalece (Isaías 41:10).

Minha oração é que perante o gigante, possamos fazer como Davi fez. Seguir com confiança, convictos que há um Deus que é por nós quando nós somos por Ele.


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