Semeando Esperança


27/06/2012 – Quando Deus chega primeiro
27/06/2012, 12:38 pm
Filed under: Semanal
Sinuca de bico, beco sem saída, entre a cruz e a espada. Assim como temos diversas expressões para definirmos dilemas enfrentados, diversas também são as situações que enfrentamos em que há uma sentença declarada e, por muitas vezes, esta sentença é imutável. Pode ser o prazo para pagamento de uma dívida, o diagnóstico de uma doença, uma decisão a ser tomada, um relacionamento que chega ao fim, uma demissão inesperada, o falecimento de um ente querido. Todas estas situações, dentre outras, nos colocam em uma posição em que uma atitude deve ser tomada e, raramente, temos mais que uma opção a seguir. Na Bíblia, temos diversas situações em que pessoas se depararam com um momento em que não havia saída – porém, foram momentos em que a provisão de Deus foi manifesta.
Veja bem, o intuito desta reflexão não é dizer que acreditar em Deus significa que você terá “carta branca” para sair de qualquer situação difícil sem passar por perdas ou danos, pois isto não é verdade. Jesus mesmo disse em Mateus 5:45 que “a chuva cai sobre o justo e o injusto e que o sol brilha sobre os bons e os maus”. O objetivo deste texto é mostrar que no momento em que nos deparamos em situações difíceis, quando caminhamos com Deus, Ele age em nosso favor e nos ajuda a “vencer o mundo” (João 16:33). Porém, para que isto ocorra, temos que manter a postura perante estas situações. Destaquei quatro casos em que a ação do homem evidenciou a ação de Deus:
A) Oração
A primeira atitude do cristão que acredita em Deus é a ORAÇÃO. Paulo nos instrui a “orar sem cessar” em I Tessalonicenses 5:17.
Em Atos 12:1-19, a Bíblia nos relata a história de Pedro na prisão. Ele estava acorrentado e guardado por diversos guardas, com sua sentença declarada para o próximo dia. A igreja se reuniu em oração para que a vida de Pedro fosse liberta e, durante a noite, Deus enviou um anjo para livrar Pedro da prisão.
Não havia modos naturais de libertar Pedro, porém a oração da igreja unida chegou ao trono de Deus que enviou seu anjo libertador para desafiar as leis humanas / físicas e libertar a Pedro.
Posso imaginar que naquele momento, tanto Pedro como a igreja puderam viver claramente o que Isaías disse em Isaías 43:13: “Antes mesmo que houvesse dia, Eu sou. Agindo Eu, quem impedirá?”.
B) Louvor
A segunda atitude que o cristão deve manter é a do LOUVOR. No Salmo 22:3, Davi escreve que “Deus habita no meio dos louvores do seu povo.”
Em Atos 16:16-26, lemos o relato da história de Paulo e Silas que estavam presos e foram açoitados por terem libertado uma mulher de um espírito maligno. A Bíblia nos conta que à meia noite, mesmo com as feridas e presos, eles cantavam louvores a Deus. De repente, houve um grande terremoto e as cadeias se abriram e eles foram libertos. O louvor a Deus é capaz de abalar as estruturas daquilo que nos tem prendido e nos colocar em liberdade.
C) Adoração / Sacrifício
A terceira atitude que o cristão é a de ADORAÇÃO e SACRIFÍCIO. Apenas os que estão dispostos a ir em frente sem olhar atrás, são dignos do Reino. (Lucas 9:61).
Em Gênesis 22, vemos a história de Abraão e Isaque. Abraão tinha uma promessa de Deus de que sua descendência seria grande, porém em sua idade avançada, tinha apenas um filho – e foi justamente isto que Deus pediu a Abraão em sacrifício. Não há na Bíblia o relato da angústia que Abraão sentiu, porém ele obedeceu a Deus, confiando que haveria solução. Preparou o altar e colocou o seu filho como sacrifício – no momento em que levantou a faca para imolá-lo, o anjo clamou e disse a Abraão que não deveria fazer nada pois Deus aprovou o seu coração. No mesmo momento, contra todas as probabilidades, Deus preparou um cordeiro de sacrifício para que houvesse adoração.
D) Súplica
A quarta atitude que o cristão deve saber é a de SÚPLICA. Apenas as pessoas dispostas a se humilharem e reconhecerem suas fraquezas, podem ver o agir de Deus.
No livro de II Reis 19, vemos a história do Rei Ezequias, um dos últimos reis de Israel que eram tementes a Deus. A nação foi cercada pelo exército dos Assírios e o fim do povo já estava declarado. O rei da Assíria enviou uma carta afrontando não apenas o povo e o rei, mas também a Deus. O rei Ezequias então entrou na presença de Deus e suplicou pela justiça divina. Naquela noite, o Senhor enviou um anjo vingador que aniquilou o exército inimigo, mostrando que aquele se humilha, é exaltado (Lucas 14:11).
Como comentei no início do texto, a comunhão com Deus não nos dá carta branca para nos isentar das dificuldades do mundo – infelizmente, algumas igrejas tem pregado isso e enganado os fiéis. Pedro foi liberto, mas depois foi caçado e crucificado de cabeça pra baixo. Paulo e Silas também foram mártires da fé e sofreram perseguições durante toda a vida. Abraão teve que enviar o seu primeiro filho embora por ter desobedecido a Deus. Ezequias venceu Senaqueribe e ainda teve uma sentença de morte revertida (II Reis 20:6-8), porém abriu às portas para Babilônia, o que resultou na queda de Israel e o povo retornou à escravidão. Não digo isto para que haja desânimo nos nosso corações, mas para que percebamos que apenas em comunhão com Cristo, teremos a convicção de que tudo contribui para bem dos que amam a Deus (Romanos 8:28). Que as vitórias são sinais da presença de Deus em nossas vidas e que as tribulações e dificuldades, nos acumulam um peso de glória eterna (II Corintios 4:17).
Temos, todavia, que ter uma certeza inabalável nestes momentos: Deus não apenas reverte a sentença, Ele excede a nossa expectativa.
– Pedro não foi apenas liberto, mas também protegido e usado para fundar a igreja Cristã;
– Paulo e Silas não foram apenas libertos, mas também ganharam as almas dos carcereiros e houve grande salvação naquele dia;
– Isaque não foi apenas liberto da morte pelo anjo, mas Deus também providenciou o cordeiro para o sacrifício e a promessa foi multiplicada;
– O povo e o rei Ezequias não apenas foram libertos da morte, mas ainda ganharam todo o despojo do exército inimigo.
Quero encorajá-lo a firmar os pés na rocha, com a postura e atitudes de um cristão que reconhece a dependência de Deus e não permite que o mundo o impeça de orar, louvar, adorar e suplicar. Firmes até o dia em que nos assentaremos à mesa do Cordeiro, onde não haverá mais tristeza, choro, nem sofrimento.
Quando Deus chega primeiro, Ele faz a obra completa.

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