Semeando Esperança


23/05/2010 – Estenda a mão
23/05/2010, 5:57 am
Filed under: Semanal

Todos temos de algum modo um objetivo – mesmo que o objetivo seja encontrar um propósito para a vida. Traçamos metas, criamos planos e começamos a caminhar. Com o tempo, alguns objetivos mudam, alguns sonhos fenecem, algumas atitudes se alteram. O que acontece é que em alguns dos casos, a nossa postura e reação são decisivos para que possamos atingir o propósito que foi estabelecido por Deus para nós. Quando nos omitimos ou abrimos mão, estamos nos portando como está escrito em Lucas 9:62, “ninguém que lança a mão do arado e olha pra trás é apto para o reino do Deus”. Ou seja, quem começa a fazer algo ou assume um compromisso e por algum motivo “olha pra trás”, mostra a incapacidade de acreditar em Deus.

Destaquei três ‘atitudes’ que algumas vezes tomamos e que impedem que cheguemos ao nosso objetivo:

01) Falamos para nós mesmos que se trata de algo que já passou, que é impossível;

Para falar da primeira atitude, quero destacar o caso do homem da mão mirrada, retratado em Lucas 6:6-11. A Bíblia relata que um homem que tinha uma mão aleijada estava na sinagoga. Jesus o chamou e disse para que estendesse a mão – ele o fez e foi curado. Aquele homem nunca teve expectativas de que seria curado, aí apareceu Jesus, realizando milagres em todos os lugares que passavam. Justo no dia que Jesus foi passar na cidade dele, calhou de ser no sábado. O homem aleijado provavelmente, além de ter dificuldades de acreditar na cura, deve ter pensado que nada seria feito por Jesus então, afinal, não se podia desrespeitar o sábado. Mas naquele momento, Jesus o chama para se levantar no meio da multidão. Muito deve ter passado na cabeça dele, mas ele levantou. Aí Jesus diz para que ele estendesse a mão, aquela que ele não conseguia estender. Ele tinha nas costas o medo e a vergonha da sua deformidade, mas ele agiu. E foi curado.

Se estivermos em uma situação que parece sem solução ou que aparenta que o tempo já passou para que se resolvesse, temos que agir como o homem da mão aleijada – prestar atenção à voz de Deus, pois quando Ele fala, aquilo que já tínhamos até esquecido acaba reaparecendo em nossa vida e, novamente, a chama da fé arde. Mas não basta ouvir, temos que agir. E como é difícil agir! Mas se optarmos por obedecer, receberemos de Deus o milagre. Apenas um momento é necessário.

02) Ao chegarmos ao nosso limite, ao invés de nos firmarmos e esperarmos, decidimos por ir embora

Em João 5:1-15, temos a história de um homem, conhecido como paralítico de Betesda, que por 38 anos estava doente. A Bíblia diz que um anjo vinha a um tanque, agitava as águas e o primeiro homem que entrasse no tanque, era curado. O paralítico não tinha como descer ao tanque, a não ser que alguém o lançasse – mas sempre havia alguém que entrava primeiro. Jesus se aproxima dele, ouve sua história e o cura.

Aquele homem havia chegado ao limite do que poderia fazer – ele tinha exaurido todos os seus esforços e tudo que estava dentro de suas capacidades, ele fez. Tanto tempo passado e a chance de chegar ao objetivo era tão pequena. Isso seria mais que o suficiente para justificar que o homem ficasse em sua casa ao invés de ir até o tanque. Mas ele não desistiu, ele sempre ia ao tanque. Quando o homem chega ao seu limite é a hora em que ocorre o milagre de Deus. Talvez nos deparemos com essa situação, em que tudo que estava ao nosso alcance já foi feito. Se não desistirmos e nos mostramos prontos para continuar acreditando, nós veremos a mão de Deus agir. Pode ser  hoje que Jesus está ouvindo a sua história e te fazendo levantar.

03) Desistimos de alcançar o objetivo que já está próximo porque a situação se tornou ainda mais difícil

Quem de nós não queria de repente comer em um restaurante e quando chegamos no lugar, mesmo após uma boa caminhada, por estar lotado desistimos de entrar? Guardadas as devidas proporções, essa é a atitude mais comum e que nos impede de chegar aos nosso objetivos. Em Marcos 5:25-32, a Bíblia nos conta de uma mulher que sofria há 12 anos com uma hemorragia. Ela já havia perdido todo o seu dinheiro em tratamentos com os médicos, estava fraca. Além disso tudo, de acordo com a lei mosaica, a mulher ‘naqueles dias’ era considerada imunda e tinha que ficar longe de todos, sendo que se desrespeitasse isso, seria apedrejada. Mas ela ouviu de Jesus e resolveu enfrentar tudo isso, cobriu-se e foi ao encontro dEle. Andou pela cidade, fraquejando, com medo de ser descoberta. O caminho da sua casa até o lugar em que Jesus estava já havia sido difícil, mas quando ela chega no lugar, ela percebe que Jesus está completamente cercado por pessoas. A situação ficou ainda mais difícil, ela teria que tocar nas pessoas e isso seria motivo para que fosse morta. Daquele ponto em diante, ela não conseguia mais ver o caminho a trilhar até chegar a Jesus – quando não se vê o caminho, o último passo é sempre o mais difícil. Ela sabia que não conseguiria falar com Jesus, mas acreditou que se ao menos tocasse nas vestes dEle, ela seria curada – e ela foi se espremendo na multidão, conseguiu tocar na roupa e foi curada.

Muitas vezes perguntamos para Deus o porque de tudo acabar se tornando tão difícil, falamos que já passamos por tanto e ainda assim a situação piora. Nestes momentos, temos que fazer como a viúva desta história, entender que se trata do último esforço, uma decisão de vida ou morte e nos mantermos firmes para chegarmos ao propósito que queríamos. A viúva se contentou em não falar com Jesus e apenas tocar as suas vestes, mas ao fazê-lo, Jesus não apenas falou com ela como eternizou seu exemplo assegurando que fosse relatado na Bíblia.

Talvez você tenha inúmeras limitações pessoais, talvez o problema sejam as intransponíveis barreiras externas ou talvez não consiga descobrir como chegar ao objetivo, mas a mensagem que Deus nos quer passar com essa reflexão é que não devemos desistir. Pois quando parece ser a hora de entregar os pontos, mesmo após tanto tempo, na verdade é a hora de estender a mão e alcançar o nosso objetivo. A nossa vitória. Quem sabe hoje não é o dia que diremos: “Chegou a minha vez”?

Move as águas


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